Les Minuties
Não se faz omeletas sem ovos. Mas pode-se fazer escabeche sem enguias.
Na Murtosa blogosférica tem faltado ingredientes para se cozinhar pratos bem condimentados. De repente começou a usar-se o agri-doce por tudo e por nada. E há chefs que já nem sabem bem o que hão-de fazer para alimentar a turba sem que esta esteja sempre a reclamar. Ou é porque tem sal, ou por que tem piri-piri, ou porque exagerou no colesterol, ou porque usou muito açúcar…
Os mais insatisfeitos com a sua vida, regurgitam a azia em dissertações estéreis, na tentativa de que os cozinheiros confeccionem apenas os pratos que lhes sabem bem e que não lhes façam mal. Os gourmets só apreciam determinadas délicatesses e não perdoam falhas na apresentação. Depois, há aqueles que, habituados a distinguir a fome do apetite, vão deixando na beira do prato o que não lhes apetece.
Em momentos de crise há que trocar as enguias (locais) por carapaus (nacionais) e outras minuties para saciar a voracidade dos que anseiam por novidades.
Não, garanto-vos que não recorrerei a sobras dos pratos já servidos como habitualmente faz a Filipa (Vacondeus). Hoje apetece-me servir algo de novo (ou talvez não).
Entrada: O Zezinho prepara-se para, com o beneplácito do Vitinho, aumentar os impostos aos portugueses.
Prato principal: O Vitinho, que antes nos mandava para a cama, cresceu e foi dormir para o Banco de Portugal, e só agora percebeu que o deficit é superior ao esperado, avisando os portugueses que é preciso apertar o cinto (outra vez).
Sobremesa: Encetou perseguição das actividades económicas aos chineses live in Portugal mas não controla o volume de negócios, nem tão pouco a sua tributação.
Na Murtosa blogosférica tem faltado ingredientes para se cozinhar pratos bem condimentados. De repente começou a usar-se o agri-doce por tudo e por nada. E há chefs que já nem sabem bem o que hão-de fazer para alimentar a turba sem que esta esteja sempre a reclamar. Ou é porque tem sal, ou por que tem piri-piri, ou porque exagerou no colesterol, ou porque usou muito açúcar…
Os mais insatisfeitos com a sua vida, regurgitam a azia em dissertações estéreis, na tentativa de que os cozinheiros confeccionem apenas os pratos que lhes sabem bem e que não lhes façam mal. Os gourmets só apreciam determinadas délicatesses e não perdoam falhas na apresentação. Depois, há aqueles que, habituados a distinguir a fome do apetite, vão deixando na beira do prato o que não lhes apetece.
Em momentos de crise há que trocar as enguias (locais) por carapaus (nacionais) e outras minuties para saciar a voracidade dos que anseiam por novidades.
Não, garanto-vos que não recorrerei a sobras dos pratos já servidos como habitualmente faz a Filipa (Vacondeus). Hoje apetece-me servir algo de novo (ou talvez não).
Entrada: O Zezinho prepara-se para, com o beneplácito do Vitinho, aumentar os impostos aos portugueses.
Prato principal: O Vitinho, que antes nos mandava para a cama, cresceu e foi dormir para o Banco de Portugal, e só agora percebeu que o deficit é superior ao esperado, avisando os portugueses que é preciso apertar o cinto (outra vez).
Sobremesa: Encetou perseguição das actividades económicas aos chineses live in Portugal mas não controla o volume de negócios, nem tão pouco a sua tributação.
Digestivo: Aumento da carga fiscal para fazer face à não diminuição da despesa pública.


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